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sábado, 28 de fevereiro de 2009

A Cruzada


Sinopse: "Depois de no livro A Irmandade, Will Campbell ter atingido a maioridade entre conspiração, paixão e intriga, e após anos de derramamento de sangue, a Irmandade ajudou a estabelecer uma trégua entre Cristãos e Muçulmanos. Mas, Will teme agora que tenham sido traídos. O rei Edward de Inglaterra prometeu ao papa que lideraria uma nova Cruzada, enquanto no próprio Acre um conluio implacável de mercadores ocidentais, que especula em escravos e armamento, conspira para reacender as hostilidades na Terra Santa. Entretanto, no Egipto, o sultão Baibars é apanhado numa luta de poderes. À medida que a guerra toma forma, Will fica dividido entre o seu juramento como templário, o seu papel secreto na Irmandade e o seu dever para com Elwen, a amada com quem está proibido de casar. Will fica aprisionado no seio de uma devastadora teia de desilusão e destruição quando ele e os que o rodeiam se precipitam num dos mais dramáticos momentos da história.
Demorei um pouco mais a ler este livro de 526 páginas, do que o habitual. Com várias leituras em simultâneo, é lógico que não se lê com a rapidez desejada.
A autora deste romance histórico, Robyn Young "nasceu em Oxford, em 1975, e cresceu nas Midlands e no Devon. Desde cedo começou a escrever poesia, histórias e artigos para jornais que lhe valeram vários prémios de escrita. Trabalhou como organizadora de festivais, promotora musical, conselheira de investimentos e professora de escrita criativa. Tem um Mestrado em escrita criativa, feito na Universidade de Sussex e vive em Brighton. Aos 25 anos começou a escrever o seu primeiro romance: A Irmandade, que foi bestseller logo na semana do lançamento." (in Wook)
A escrita desta autora é bastante agradável e prende-nos de forma muito subtil; saltando de acção em acção e de espaço em espaço. O segundo romance desta trilogia, A Cruzada, leva-nos para vários mundos ao mesmo tempo: estamos em Acre, em Trípoli, em Inglaterra, em França, no Egipto... É necessário ao leitor uma atenção redobrada, para não se perder na estória, visto que ao mesmo tempo, em lugares bem diferentes e com personagens inimigas umas das outras, acontecem situações em simultâneo que afectam todo o enredo histórico.
O primeiro romance tinha sido uma delícia em termos históricos, este segundo não se ficou atrás. Vivemos no tempo das Cruzadas no século XIII, entre os Templários e a "Anima Templi"; viajamos e combatemos com os mamelucos pelo deserto; sofremos... perdemos e ganhamos nas batalhas entre cristãos, judeus e muçulmanos... todos ansiosos por conquistar e manter em seu poder a Terra Santa: Jerusalém. Sentimos o desejo de entrar para a "Anima Templi" para poder manter a Paz entre todos estes povos...
Ainda me falta ler o último livro desta trilogia Requiem, que espero ser tão bom quanto os dois primeiros volumes. Para quem é amante de romance histórico, A Irmandade e A Cruzada estão muito bem escritos e retratam fielmente acontecimentos que conhecemos muito bem da nossa História Mundial.
Nota: 9/10

sábado, 24 de janeiro de 2009

Grimpow

"Grimpow converteu-se rapidamente num êxito editorial sem precedentes, ao ter alcançado a proeza de, antes mesmo da sua publicação, ver os direitos de tradução vendidos para dez países (incluindo Portugal). Foi a primeira vez, nos anais da história da literatura espanhola, que tal aconteceu com um primeiro romance de um autor desconhecido! Depois da sua publicação, em Outubro de 2005, o êxito consolidou-se. Em Espanha, ocupou os lugares cimeiros dos tops de vendas durante vários meses consecutivos e obteve resultados comerciais verdadeiramente espectaculares: cerca de 100 000 exemplares vendidos em 6 meses! Internacionalmente, originou uma verdadeira corrida por parte de todas as grandes editoras e está neste momento vendido para 17 países: França, Itália, Alemanha, Coreia, Reino Unido, Estados Unidos, Portugal, Grécia, Rússia, Croácia, Eslovénia, Holanda, Lituânia, Polónia, Brasil, Roménia e Sérvia. Que terá GRIMPOW para ter atraído desta forma tantos e tão díspares mercados? É uma pergunta a que só a leitura deste fascinante romance poderá dar resposta cabal. Mas uma coisa é certa; trata-se de uma obra com todos os ingredientes para cativar todos os públicos: a história passa-se na Idade Média, gira em torno de um mítico segredo cobiçado pela Igreja e pela monarquia, e há um eleito – Grimpow. Para ele, uma grande aventura tem início. Uma aventura que se antevê incerta e perigosa, mas que é, em todo o caso, absolutamente maravilhosa."
in contra-capa.
Existem na vida determinados acontecimentos que nos levam a escolher certos livros. Acredito que nada acontece por acaso!
A maneira como este livro me encantou, foi certamente um desses acontecimentos; uma capa enigmática, com um símbolo que é referido noutros romances históricos: a serpente que morde a própria cauda. Qual o seu significado? Dezenas de enigmas a resolver para chegar ao destino. Verdadeiros quebra-cabeças em torno do tema dos Templários...
A vantagem é que este livro é escrito para jovens e como tal de fácil e muito empolgante leitura. O segundo volume já existe noutros países, mas ainda não chegou a Portugal. Vamos aguardar para ver, no entanto acredito que seja tão bom quanto este!:)
Não posso deixar de escrever o que existe ainda como mote para o início do romance:

"Vivemos num mundo desconcertante. Queremos dar sentido ao que vemos à nossa volta e perguntamo-nos: qual a natureza do Universo? Qual o nosso lugar nele e de onde viemos, ele e nós?"
Stephen W. Hawking, História do Tempo.
Nota: 8/10