domingo, 15 de fevereiro de 2009

Pour toi mon Amour

Je suis allé au marché aux oiseaux
Et j'ai acheté des oiseaux
Pour toi mon amour
Je suis allé au marché aux fleurs
Et j'ai acheté des fleurs
Pour toi mon amour
Je suis allé au marché à la ferraille
Et j'ai acheté des chaînes
De lourdes chaînes
Pour toi mon amour
Et puis je suis allé au marché aux esclaves
Et je t'ai cherchée
Mais je ne t'ai pas trouvée mon amour.


Jacques Prévert

Prémio Arco-iris

Mais um prémio que recebemos da Flicka, Paula , Projecto/lê .
Este prémio coloriu o nosso coração e alargou o nosso sorriso.
O nosso obrigado em arco-iris e bolas de sabão.
As regras:

- Exibir a imagem;

- Linkar o Blog do qual recebeu o prêmio;

- Escolher 15 Blogs para entregar os prêmios e avisá-los.

E os escolhidos são:

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

António Mota

O Colégio da Imaculada Conceição irá receber o escritor / autor / professor António Mota, no dia 28 de Fevereiro de 2009, pelas 14h30m, no Salão do Colégio. Convida-se toda a comunidade educativa, familiares e amigos para assistir à sessão. Neste dia, far-se-á também a abertura da Feira do Livro com o apoio de Plano Nacional de Leitura.

"António Mota nasceu em Vilarelho, Ovil, concelho de Baião, em 16 de Julho de 1957. É professor do Ensino Básico. Publicou o seu primeiro livro, A Aldeia das Flores, em 1979. Com a obra O Rapaz de Louredo (1983) ganhou um prémio da Associação Portuguesa de Escritores.Em 1990, recebeu o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens pelo seu romance Pedro Alecrim. Em 1996, ganhou o Prémio António Botto com A Casa das Bengalas.Em 2003, a obra O Sonho de Mariana, ganhou o Prémio Nacional de Ilustração, com ilustrações de Danuta Wojciechowska. Esta obra foi escolhida pela Associação de Professores de Português e Associação de Profissionais de Educação de Infância para o projecto "O meu brinquedo é um livro". Em 2004, recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, na modalidade de livro ilustrado, pela obra Se eu fosse muito Magrinho com ilustrações de André Letria.

Desde 1980 tem sido solicitado a visitar escolas do Ensino Básico e Secundário, assim como bibliotecas públicas, em Portugal e outros países, fomentando deste modo o gosto pela leitura entre crianças e jovens.Colaborou com vários jornais e participou em diversas acções organizadas por Bibliotecas e Escolas Superiores de Educação.Os seus livros estão antologiados em volumes de ensino do Português e tem obras traduzidas em Espanha e Alemanha. Tem trinta e seis obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura.Em 2008 foi agraciado com a Ordem da Instrução Pública.Prémios e distinções:· 1983 - Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, com O Rapaz de Louredo.· 1990 - Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil com Pedro Alecrim.· 1996 - Prémio António Botto, com A Casa das Bengalas.· 2004 - Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil, modalidade ilustração, com Se eu fosse muito magrinho.· 2008 - Agraciado com o grau de oficial da Ordem da Instrução Pública.

OBRAS de LITERATURA INFANTO-JUVENIL:
A Aldeia das Flores /Andarilhos em Baião /A casa das bengalas /A Terra do anjo azul /A Viagem do Espanholito /Abada de Histórias/Andarilhos em Baião /As andanças do senhor Fortes /Lá de cima, cá de baixo /Cartas da Serra /Cortei as tranças /Filhos de Montepó /Jaleco /Fora de Serviço /Lá de Cima, Cá de Baixo /O Agosto que nunca esqueci /O Coelho Branco /O Galo da Velha Luciana /O Grilo Verde /O lambão, o teimoso e o senhor Veloso /O Livro das Letras /O Lobisomem/O Nabo Gigante /O pombo-correio /O Rapaz de Louredo /O Rebanho Perdeu as Asas /O Rei, o Sábio e os Ratos /O Sonho de Mariana /O Velho e os Pássaros /Onde Tudo Aconteceu /Os Heróis do6º F /Os Sonhadores /Pardinhas /Pedro Alecrim /Romeu e as rosas de gelo /Sal, Sapo, Sardinha /Se eu fosse muito alto /Se eu fosse muito pequenino /Se eu fosse muito magrinho /Se eu fosse muito forte /Se eu fosse mágico /Se tu visses o que eu vi /Segredos /Sonhos de Natal /Uma Tarde no Circo /Lamas de Olo-Avenida da Europa /A Aldeia do Bem-me-quer /Ninguém perguntou por mim.

OUTRAS:
O Príncipe com cabeça de cavalo /A Gaita Maravilhosa /A Galinha Medrosa /O sapateiro e os anões /Pedro Malasartes /A Princesa e a Serpente /Maria Pandorca /Os negócios do macaco /Trocas e baldrocas /O livro das Adivinhas 1 /O Livro das Adivinhas 2 /O Livro das Adivinhas 3 /O Livro dos Provérbios 1 /O Livro dos Provérbios 2 /O Livro dos Provérbios 3 /O Livro das Lengalengas 1 /O Livro das Lengalengas 2 /O Livro dos Trava-línguas 1 /O Livro dos Trava-línguas 2 /O Livro dos exageros /Fábulas de Esopo -Recontadas /Lamas de Olo-Avenida da Europa /Tenente Coronel José Agostinho.

PARA ADULTOS:
Outros Tempos/Em obras colectivas/ De que são Feitos os Sonhos /Contos da Cidade das Pontes /Conto Estrelas em Ti: Dezassete Poetas Escrevem para a Infância/Árvores Pombos Limões e Tropelias."

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Maria, a maior educadora da História

Dez princípios que Maria utilizou para educar o menino Jesus

"Educar é viajar no mundo do outro sem nunca penetrar nele. É usar o que pensamos para nos transformar no que somos. O maior educador não é o que controla, mas o que liberta. Não é o que aponta erros, mas o que os previne. Não é o que corrige comportamentos, mas o que ensina a reflectir. Não é o que observa apenas o que é tangível aos olhos, mas o que vê o invisível. Não é o que desiste facilmente, mas o que estimula sempre a começar de novo.

Um bom educador abraça quando os outros todos rejeitam; anima quando todos condenam, aplaude os que nunca subiram ao pódio; vibra com a coragem de disputar dos que ficaram nos últimos lugares. Não procura o seu próprio brilho, mas faz-se pequeno para tornar os seus filhos, alunos e colegas de trabalho grandes.
Que educador daria conta dessa missão?"
in badana do livro
É tão difícil ser pai, ser mãe nos dias que correm.
Mais uma vez, Augusto Cury abre-nos a mente e questiona-nos sobre a educação. Quem terá sido a criança mais difícil de educar? O menino Jesus? E a sua mãe não terá sido o maior e melhor exemplo, de como agir e reagir perante os nossos filhos, sobrinhos, alunos...
"Uma visão da psicologia, psiquiatria e pedagogia sobre a mulher mais famosa e desconhecida da História."
Recomendo, adorei tudo!
Como sempre as mensagens de Augusto Cury estão cheias de sabedoria.
Nota: 9/10

Marley e Eu

Esta foi a minha penúltima leitura Marley e Eu: A vida e o amor do pior cão do mundo é um livro não-fictício escrito pelo jornalista americano John Grogan. Através de uma narrativa em primeira pessoa, John Grogan relata a história real de seu cão da raça labrador americano chamado Marley e sua participação durante 13 anos na sua vida.

SINOPSE: "Quando John e Jenny se casaram, decidiram logo que queriam ter filhos, e para testar se seriam ou não bons pais, resolveram comprar um cão este que foi baptizado de Marley, em homenagem ao cantor de reggae Bob Marley. Com o tempo, o cão foi tornando-se um forte labrador com mais de quarenta quilos que, ao longo de seus treze anos de vida, colocou seus donos em situações embaraçosas e hilariantes, mas mostrou, ao mesmo tempo, o que realmente é importante na vida."
A MINHA OPINIÃO:
Como amante do mundo canino, li este livro e... deliciei-me. O livro é ternurento e fala sobre um casal de recém-casados que decide adquirir um cão - sem saberem - "o pior cão do mundo"... mas isso é o que todos nós dizemos cada vez que os nossos se lembram de fazer alguma asneira.Na tentativa de perceberem se já estariam prontos a assumir a responsabilidade dos filhos o casal decide adquirir um cão… isto, depois de uma tentativa falhada com uma simples planta. O livro conta, então, toda a história dos primeiros anos de vida deste casal, numa perspectiva muito particular, as acções e vida de Marley. Em suma, de tudo um pouco. Episódios divertidos, alguns não tanto. O livro relembrou-me todos os animais que já passaram cá por casa... e identifiquei-me com todas a peripécias. Desde os momentos em que chegaram/nasceram, idas ao veterinário, trapalhadas, doenças, encontros com abelhas, momentos de ternura. Regra geral, quem tem um cão minimamente enérgico, sabe que o nosso é sempre o pior do mundo. Contudo, tal como acontece neste livro, estes seres marcam pela sua presença, amizade, carinho, amor incondicional. A única coisa que nos pedem é um mínimo de cuidado e atenção. Esta é a receita mais instantânea possível para ter uma amizade cega e inquestionável. Para quem gosta de animais, Marley e Eu, o livro é uma indiscutível presença na biblioteca.
Pegadita

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Viagem sem regresso

"Duas amigas visitam a Índia e só uma regressa..."

Sinopse:
«“A minha melhor amiga estava morta. E a culpada era eu.”
Seis anos passaram sobre a morte de Gemma. Seis anos de dúvidas e angústias, durante os quais a vida de Esther foi um inferno permanente. Quando as duas amigas decidem fazer uma viagem juntas, nada faria prever que apenas uma delas regressaria. Esther era bela, sofisticada e destemida, Gemma o seu oposto. Ávidas de novas experiências, partem para a Índia em busca de aventura. O que elas ignoravam era que estavam prestes a entrar num mundo onde as regras sociais que lhes eram familiares não se aplicavam e que o tão almejado afastamento do mundo ocidental era afinal uma porta aberta para o que de mais sombrio traziam dentro de si. E foi rápida e inesperadamente que o sentimento que as unia foi posto à prova, levando-as a confrontar-se com ressentimentos e segredos antigos. Numa tentativa de descobrir toda a verdade e de se libertar dos fantasmas que ainda a atormentam, Esther tenta agora dar um sentido à tragédia que vitimou a sua melhor amiga e mudou irreversivelmente a sua vida. Seis anos passados sobre a morte de Gemma, Esther está de volta à Índia…»

Li este romance por mero acaso... de regresso de uma viagem fantástica ao Oriente com a minha cara-metade (Singapura, Tailandia, Bali) fiquei ao mesmo tempo comovida e assustada com este livro.
Comecei a ler, sem ter a mínima ideia que iria ter tanto poder sobre mim... ao ler certos excertos, parecia que me estava a ver durante a minha própria viagem. Para mim, durante a minha expedição, muitas foram as saudades das minhas filhas que estavam longe... e se nos acontecesse alguma coisa? Na altura, lembro-me perfeitamente de pensar e dizer repetidamente, e se... e se...!!!

ADOREI este livro!... enigmático, com descrições muito reais, fez-me recordar cheiros e sentimentos profundos... Até acho que em determinado ponto, foi difícil parar de ler, queria realmente chegar ao fim!
E que fim, Katy Gardner dá-nos um final estupendo... sinceramente, era o único final que eu não tinha em mente.
Aconselho, recomendo... Boas leituras!

Nota: 9/10

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Il y a je t'aime et je t'aime

Vejam aqui e ouçam esta canção relacionada com o post da Isilda sobre o amor e o dia dos namorados: Quentin Mosimann - Il y a je t'aime et je t'aime (+ paroles)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

E depois de tudo, só resta o AMOR...

A propósito do dia de S. Valentim, data que todos os alunos apreciam e fazem questão de participar, resolvi dar-vos a conhecer as belas palavras de um cantor francês que descobri quando lia algo relacionado com a cultura francesa e aspectos civilizacionais de França. Nada mais apropriado para nos deliciarmos com a finesse e o bom gosto dos franceses. Espero que gostem tanto como eu gostei. É um sucesso em França e recebeu mesmo um prémio que se costuma atribuir às boas músicas actuais.

Se não gostarem, não leiam mais que uma vez. Se gostarem, reflictam e releiam, pois merece a pena. Nos dias que correm esta palavra Amor está muito deturpada, mas este jovem regenera-a. Aqui está.

Il y a je t'aime et je t'aime

Certains disent tout leur amour
Leur envie que ça dure toujours
C'est un crime comme on embrasse
Un défi au temps qui passe.
D'autres sont jetés au vent
N'importe comment
Ils ne comblent que le silence
Et retombent dans tous les sens.
Il y a je t'aime et je t'aime
Je t'aime trop, je t'aime bien
Il y a je t'aime et je t'aime
Je ne t'aime plus que je t'aime loin.
Certains parlent du lendemain
Ils font mal ou font du bien
On les chante ou les murmure
S'ils nous mentent ils nous rassurent.
D'autres n'osent pas dire qu'ils cachent
Tant de choses qui se détachent
Ils demandent et toi tu aimes
Ils attendent qu'on les retiennent
Je t'aime 6x
Je t'aime et je t'aime
Il y a ceux qui brûlent et blessent
Et puis ceux qui hurlent et cessent.
Il y a ceux qu'on n'oublie pas
Surtout ceux que tu dis toi.
Je ne t'aime plus
Je t'aime loin
Je t'aime
Je t'aime trop
Je t'aime bien
(Je t'aime trop
Je t'aime bien).
Il y a je t'aime et je t'aime
(Et je t'aime 6x
Je ne t'aime plus
Je t'aime loin).

Quentin Mosimann
É um verdadeiro hino ao Amor e àqueles que sabem o verdadeiro significado do verbo amar. Daí que, não quero deixar de vos dar a conhecer, ainda relacionado com o Amor, uma obra acabada de sair, publicada pela Bertrand, "Cartas de Amor de Grandes Homens", onde estão incluídas algumas cartas dos nossos expoentes máximos da literatura, como é o caso de Eça de Queirós, Fernando Pessoa, etc. Aquela que me seduziu foi mesmo a do nosso eterno Eça, actualíssimo e verdadeiro. Reparem na forma como é escrita, a beleza do discurso, a cortesia das palavras para com a sua amada. Além disso, o conhecimento que este escritor tinha do mundo das línguas e a capacidade de jogar e brincar com os idiomas, não alterando o sentido do discurso e transmitindo a beleza, o frisson que devem provocar as cartas de amor. Desfrutem desta preciosidade da literatura epistolar e como se escreve uma carta (coisa que hoje está a cair em desuso)!

"Minha Adorada Noiva,
Ontem, depois de lhe escrever, tornei a ler a sua carta - e não fiquei pouco surpreendido ao verificar que ela não continha a single little loving word. Reli-a novamente. Sacudi o papel pensando que the little word teria ficado emaranhada nas linhas entrecruzadas; rebusquei sobre a mesa, que ela não se tivesse extraviado entre os papéis; procurei pelo tapete; olhei o tecto que, ao abrir o envelope, ela não tivesse voado e pousado no estuque; esquadrinhei os cantos do sofá; voltei para fora o bolso do peito, não a tivesse eu distraidamente guardado no coração - Hélas! The poor little loving word was not to be found! (...).

Estou esperando outra carta sua, possa ela chegar e trazer-me the little loving word.

My little word é sempre a mesma - que a amo e que, quanto mais penso neste amor, nais sinto a sério e grande. Il mérite un peu de retour. Não que isso seja necessário para que ele viva, e mesmo para que cresça - mas enfim, como recompensa de ser verdadeiro, num mundo e num tempo em que quase tudo é postiço. São sempre difíceis de acabar as minhas cartas - porque não ouso escrever os finais como os sinto.

J'ai peur de vous effaroucher. E depois a sua proud reserve assusta-me um pouco. E assim só digo que te adoro, meu querido amor."
Eça de Queirós (1845-1900) para Emília de Castro (sua noiva e futura mulher)

Isto é um must, simplesmente delicioso! Hoje já não há cartas de amor? Parece que existe assim uma canção... O que é certo é que sabe bem ler mensagens destas. A literatura conjuga-se muito bem com os sentimentos e tudo o que há de puro e irónico num povo.

Tinha de partilhar tudo isto convosco. Mas há mais. Leiam o livro!

A Lenda de Despereaux


Já há uns tempos tinha escrito sobre o filme fantástico sobre A Lenda de Despereaux; gostei e amei com a minha família (principalmente as minhas duas crianças) e decidi comprar o livro e ler em família com a Carol que na sua tenra idade, quase já lê mais depressa do que eu.
Recomendo a todos os leitores: lê-se rapidamente, tem mensagens e valores que devemos reforçar, tanto nos adultos como nas crianças; é um óptimo livro para ler com os mais pequenos mas não só...
Opinião da Carol:
"Gostei muito do livro, é giro. Gostei muito da parte em que o ratinho conheceu a princesa. Acho que ser um ratinho com umas orelhas gigantes é engraçado. Este livro fala de amizade e que não podemos julgar os outros pelas aparências, porque todos pensavam que o ratinho por não ser igual aos outros, tinha algum defeito. Apesar de ser muito pequeno é muito corajoso porque foi salvar a princesa Ervilha."
"Despereaux estava livre. Passava os dias como queria: vagueava pelas salas do castelo, fitando a luz que vinha das janelas de vitrais com um ar sonhador. Ia para a biblioteca e lia vezes sem conta a história da bela donzela e do cavaleiro que a salvou."

in A Lenda de Despereaux, Gailivro, p.32.

Poema de Esperança

Escrevi no Fascínio das Palavras um pequeno texto sobre a minha filosofia de vida, em resposta obtive várias reflexões, que agradeço do fundo do coração... Do João recebi este lindo poema que não podia ficar esquecido nos comentários... Espero que apreciem! Obrigado pela contribuição!!!

"Rasgo no horizonte riscos que me inquietam
tento agarrar na neve que cobre
as fraldas dos montes
e não consigo...
ardem-me as mãos, mas ainda bem, humedeço a cara
com o gelo esmagado.
Olho em volta e só vejo acenos
percorro veredas e não te encontro
Mas procuro-te em todo o lado
e de repente da neve emerge a flor.
A primavera está a chegar, a medo,
assim como a medo, chego-me mais um pouco
ao pé de ti...
A lua ilumina os meus passos
e retenho-me no teu olhar
no teu sonho fico preso
e nada me consola a não ser
saber que sonhas e eu sonho
quem sabe um dia a rosa despontará
da roseira semeada no Outono!"
Rodrigues Giestas

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Um Encontro Oportuno

Era uma vez um crocodilo às cores, de quem todos troçavam. Frequentava uma escola na América, perto do rio Mississipi.
Num dia de Primavera, conheceu a lebre que tinha chegado de Portugal. Quis conhecê-la melhor e resolveu entabular uma conversinha.
- Olá! Como te chamas?
- Chamo-me Carol, um diminutivo de Carolina. E tu? - perguntou ela.
- Eu sou Croco, o belo crocodilo destas paragens.
O crocodilo estranhava o facto de esta lebre portuguesinha não se referir às cores da sua carapaça. Mas o que é certo é que não tardou.
- Olha, que engraçado! Tu tens aí umas pintinhas bem coloridas! Por que motivo tens estas pintinhas? É que eu nunca vi um crocodilo assim! É a primeira vez. No entanto, devo dizer-te que até fica mesmo giro.
- Bem, eu nasci assim e, por isso, todos troçam de mim só por causa deste tom colorido. Tenho de confessar que às vezes me sinto bem envergonhado, sem ter culpa disto.
- Pois bem, eu acho que és original! Então aqueles que troçam não sabem o que é a beleza, a originalidde! Com certeza têm alguma inveja do teu aspecto. É fixe. Com essas cores tornas-te diferente e com um aspecto atractivo. Podes crer que me agrada a coloração com que nasceste. Não tens de dar ouvidos a quem não cultiva o bom gosto.
- Fico sem palavras. Nunca julguei que alguém, um dia, me poderia elogiar, me pudesse apreciar. Só espero que não apareça por aí algum caçador de crocodilos, que se agrade da minha coloração e me queira para fazer alguns sapatos ou carteira para a mulher. Pode ser mesmo perigoso!
- Não sejas tonto! Tens é de ter cautela! Realmente os homens estão cada vez mais egoístas e materialistas e não respeitam as espécies que existem na Terra. Está tudo muito confuso neste mundo dos humanos. Mas isto é um tema que qulquer dia devemos ter.
- Boa ideia! Até podemos juntar-nos a outros animais para tomarmos algumas medidas.
- Concordo contigo. Organiza esse encontro, pois conheces melhor quem aqui vive.
Tornaram-se grandes amigos. O crocodilo Croco pensava:
"Cool! Já tenho uma amiga! Quem me dera que todos fossem como ela! Acho que até já estou a ficar apaixonado!b Isto foi mesmo amor à primeira vista...
E adormeceu. Sonhou, sonhou com tudo e todos, mas a Caro aparecia sempre a apaziguar os conflitos e com palavras meigas e bem sentidas.
Ângelo Rosa 5º 1

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Contos Orientais


Os Contos Orientais de Marguerite Yourcenar oferecem-nos dez pequenos contos deliciosos!!! A Salvação de Wang-Fô é talvez o conto mais conhecido e enigmático. Cada conto transpira de diversidade cultural e parece uma janela aberta para "um muito real mas perdido mundo".

"Da China à Grécia, dos Balcãs ao Japão, o conjunto de fábulas e de lendas que constituem os Contos Orientais remete o leitor para o espaço insituável onde o sonho e o mito fazem ouvir, em cada breve narrativa, a [Marguerite Yourcenar] sua estranha e obsessiva voz".

in badana Contos Orientais de Marguerite Yourcenar

Nota: 8/10

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Biblioteca

«... Um dos mal-entendidos que dominam a noção de biblioteca é o facto de se pensar que se vai à biblioteca pedir um livro cujo título se conhece. Na verdade acontece muitas vezes ir-se à biblioteca porque se quer um livro cujo título se conhece, mas a principal função da biblioteca, pelo menos a função da biblioteca da minha casa ou da de qualquer amigo que possamos ir visitar, é de descobrir livros de cuja existência não se suspeitava e que, todavia, se revelam extremamente importantes para nós.

... A função ideal de uma biblioteca é de ser um pouco como a loja de um alfarrabista, algo onde se podem fazer verdadeiros achados e esta função só pode ser permitida por meio do livre acesso aos corredores das estantes.

... Se a biblioteca é, como pretende Borges, um modelo do Universo, tentemos transformá-la num universo à medida do homem e, volto a recordar, à medida do homem quer também dizer alegre, com a possibilidade de se tomar um café, com a possibilidade de dois estudantes numa tarde se sentarem numa maple e, não digo de se entregarem a um amplexo indecente, mas de consumarem parte do seu flirt na biblioteca, enquanto retiram ou voltam a pôr nas estantes alguns livros de interesse científico, isto é, uma biblioteca onde apeteça ir e que se vá transformando gradualmente numa grande máquina de tempos livres...».
na badana do livro Biblioteca de Umberto Eco.


Moderna biblioteca de Alexandria

A nossa biblioteca é o nosso santuário... não é? Protegemos os nossos livros como se fossem relíquias, tesouros magníficos que não queremos perder! Cada livro é fonte de sonhos, de olhares, de inteligência e até de cobiça!!! Queremos ler tudo o que nos aparece à frente para construir o nosso mundo intelectual. O instinto de proteger e o prazer da descoberta em cada página... em cada linha... em cada letra. A partilha na blogosfera é um pouco isso, descobrir o que outros andam a ler, colaborar com opiniões, descobrir o prazer talvez, de poder ler algo que não estava previsto.

Neste pequeno livro de Umberto Eco, temos umas pequenas reflexões sobre as bibliotecas: como organizar a nossa biblioteca pessoal... o que vamos ler daqui a uns anos, o futuro das fotocópias dos livros (não para mim). Com ironia mordaz, Umberto Eco, em poucas páginas partilha connosco a paixão do LIVRO e dos espaços BIBLIOTECA.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Fui eu que mexi no teu queijo

Há uns tempos atrás li o livro Quem mexeu no meu queijo, que achei bastante interessante... Ensinamentos, como lidar com as mudanças através de uma fábula divertida e ao mesmo tempo, fantástica.
Quando andava nas minhas aventuras nas livrarias, à procura de mais um daqueles livros que nenhum de nós pode deixar de ler, encontrei, por mero acaso Fui eu que mexi no teu queijo...
Aproveitei logo o andamento, e trouxe-o para casa!
Um livro de auto-ajuda para mandriões... não era propriamente indicado para mim (sou demasiada viciada no trabalho), mas se tinha gostado tanto do outro... porque não experimentar a resposta!
Decididamente, não é livro para mim! Achei até algumas das partes divertidas mas longe de ser um livro a recomendar!!! Não aprendi grande coisa, a não ser que existem bons fingidores por esse mundo fora:)
Nota: 4/10

Trofeu Pedagogia do Afecto

O meu agradecimento ao "...viajar pela leitura..."- pelo prémio "Pedagogia do Afecto".

Agora, cabe-me a mim distinguir 10 blogues:
1 - Recebendo o troféu, ele deve ser oferecido a 10 blogues que tenham compromisso e afecto com a Educação e leituras;
2 - A imagem do selo deve passar a ser exibida permanentemente no blogue;
3 - O nomeado deve colocar um link para o blogue de onde a nomeação foi atribuída;
4 - Nos blogs seleccionados, deve ser deixado um comentário, permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou;
5 - O blogue que receber 5 vezes o troféu “Pedagogia do Afecto” deve ir à página http://pedagogiadoafeto.blogspot.com/ deixar um comentário com o e-mail, para receber uma nova homenagem.

De acordo com as regras estabelecidas, atribuo o prémio a:
Sombra dos Livros: http://sombradoslivros.blogspot.com/
Livros e devaneios: http://leituras-e-devaneios.blogspot.com/
Livros, livros e mais livros: http://pinkgum.blogspot.com/
Cerne e o verso: http://cerneeoverso.blogspot.com/
Palavras partilhadas: http://letraseprozac.blogspot.com/
A romancista: http://wolney-custodia.blogspot.com/
Jardim Fascinante: http://jardimfascinante.blogspot.com/
Fábulas de Encantar: http://fabulasdencantar.blogspot.com/
O que ele pensa: http://joaofelix.blogspot.com/
Terrear:http://terrear.blogspot.com/

Continuação de boas leituras :)