sábado, 28 de fevereiro de 2009

A Cruzada


Sinopse: "Depois de no livro A Irmandade, Will Campbell ter atingido a maioridade entre conspiração, paixão e intriga, e após anos de derramamento de sangue, a Irmandade ajudou a estabelecer uma trégua entre Cristãos e Muçulmanos. Mas, Will teme agora que tenham sido traídos. O rei Edward de Inglaterra prometeu ao papa que lideraria uma nova Cruzada, enquanto no próprio Acre um conluio implacável de mercadores ocidentais, que especula em escravos e armamento, conspira para reacender as hostilidades na Terra Santa. Entretanto, no Egipto, o sultão Baibars é apanhado numa luta de poderes. À medida que a guerra toma forma, Will fica dividido entre o seu juramento como templário, o seu papel secreto na Irmandade e o seu dever para com Elwen, a amada com quem está proibido de casar. Will fica aprisionado no seio de uma devastadora teia de desilusão e destruição quando ele e os que o rodeiam se precipitam num dos mais dramáticos momentos da história.
Demorei um pouco mais a ler este livro de 526 páginas, do que o habitual. Com várias leituras em simultâneo, é lógico que não se lê com a rapidez desejada.
A autora deste romance histórico, Robyn Young "nasceu em Oxford, em 1975, e cresceu nas Midlands e no Devon. Desde cedo começou a escrever poesia, histórias e artigos para jornais que lhe valeram vários prémios de escrita. Trabalhou como organizadora de festivais, promotora musical, conselheira de investimentos e professora de escrita criativa. Tem um Mestrado em escrita criativa, feito na Universidade de Sussex e vive em Brighton. Aos 25 anos começou a escrever o seu primeiro romance: A Irmandade, que foi bestseller logo na semana do lançamento." (in Wook)
A escrita desta autora é bastante agradável e prende-nos de forma muito subtil; saltando de acção em acção e de espaço em espaço. O segundo romance desta trilogia, A Cruzada, leva-nos para vários mundos ao mesmo tempo: estamos em Acre, em Trípoli, em Inglaterra, em França, no Egipto... É necessário ao leitor uma atenção redobrada, para não se perder na estória, visto que ao mesmo tempo, em lugares bem diferentes e com personagens inimigas umas das outras, acontecem situações em simultâneo que afectam todo o enredo histórico.
O primeiro romance tinha sido uma delícia em termos históricos, este segundo não se ficou atrás. Vivemos no tempo das Cruzadas no século XIII, entre os Templários e a "Anima Templi"; viajamos e combatemos com os mamelucos pelo deserto; sofremos... perdemos e ganhamos nas batalhas entre cristãos, judeus e muçulmanos... todos ansiosos por conquistar e manter em seu poder a Terra Santa: Jerusalém. Sentimos o desejo de entrar para a "Anima Templi" para poder manter a Paz entre todos estes povos...
Ainda me falta ler o último livro desta trilogia Requiem, que espero ser tão bom quanto os dois primeiros volumes. Para quem é amante de romance histórico, A Irmandade e A Cruzada estão muito bem escritos e retratam fielmente acontecimentos que conhecemos muito bem da nossa História Mundial.
Nota: 9/10

António Mota

UM LIVRO: A CASA DOS SONHOS

"Um livro é uma casa grande, com todos os quartos que quisermos ocupar e que está implantada no lugar do mundo que mais nos convier. Um livro é um espelho onde nos podemos ver mas com corpo de homem, ou de mulher, de cor negra, ou branca ou aos quadradinhos, com cabelo ruivo ou louro ou de todas as cores. Um livro é uma fonte de água muito límpida e muito fresca que nos mata a sede à hora que quisermos. Um livro é uma árvore que nos dá a sombra e nos mostra as raízes diversas que povoam o chão. Um livro pode ser uma travesseira ou um bálsamo. Um livro pode ser um despertador mais estridente que os mais sibilantes despertadores. Um livro pode levar-se para toda a parte - até para a banheira - e, muitas vezes agarra-se à pele de quem o lê e nunca mais na vida é capaz de o esquecer. Um livro é o ser mais paciente do mundo. Espera por um leitor a vida inteira. Não lêem livros os desafortunados que nunca tiveram a oportunidade de provar os sabores do sonho, da sabedoria e da vida. Senhor, tende piedade deles!"

António Mota, via Jardim Fascinante

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um

"Seríamos os mesmos se soubéssemos o que nos espera para lá do espaço e do tempo?"
Estava a trabalhar dolorosamente sobre um texto em inglês ... e não sei como nem porquê, lembrei-me do livro Um de Richard Bach.
Fui a correr as minhas estantes à procura do livro e lá estava ele. Abriu-o, encontrei um marcador datado de 09 de Maio de 1993: "Numa família que se ama, na fé, na paz sempre unida, surgirão de ramo em ramo, os filhos, flores da vida".
Nem me lembrava deste marcador!!:)
Comecei a folhear o livro e percebi então!
Se tivessemos a possibilidade de nos deslocar no tempo e no espaço, se pudessemos encontrar outros "eu" e outros "tu", o que faríamos? Sei que me deliciei com este livro e ao voltar a folhear as suas páginas, voltaram à minha memória, desejos que todos os seres humanos têm: "e se a minha vida fosse outra?". Esta obra está repleta de imaginação, de fantasia, de viagens, de mundos, de amor, de valores.
Curiosidade: sabiam que Richard Bach , tal como Antoine de Saint-Exupéry era escritor e piloto.
Nota: 8/10

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Livros com cheiro

Neste fim de semana prolongado, dei prioridade às leituras com as minhas filhas. Depois de ler e de adorarmos o livro de Alice Vieira com cheiro a morango, fomos à procura e à descoberta de novos "cheiros".
As ilustrações destes novos livros são apelativas e originais; as histórias são divertidas com mensagens que transmitem valores e ensinamentos.
Mas o que nós achamos mais original, é o facto de passar a mão pela capa interior do livro e esta ficar a cheirar a baunilha, a caramelo ou mesmo a chocolate.

Pais, filhos, irmãos, famílias, leiam em conjunto e desfrutem dos sentidos e do prazer de estarem juntos.

"Isabel estranhou. A mãe respondia sempre a tudo, e quase sempre por três vezes.
- Chama o pai... - disse então a mãe, que tinha ficado branca de repente. (Branca, muito branca, branquíssima, diria ela.)
E só murmurava:
- O bébé vai nascer!
E, ao telefone, era agora Isabel que repetia:
- Ó pai, venha rápido, muito rápido, rapidíssimo!"
Nota: 9/10

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Conectando Mundos

Caros amigos desta comunidade de leitores!

Desta vez vou ser breve. Gostaria de dar-vos a conhecer que existe um projecto que estou a desenvolver com os meus alunos e acho que todos devem consultá-lo, pois pode ser muito útil para os nossos jovens.

O projecto tem o nome de "Conectando Mundos" e coloca os alunos em contacto com outros de todo o mundo. Tem como objectivo desenvolver atitudes de cidadania global, no âmbito da ecologia e das relações interpessoais.

Está a ser muito interessante, uma vez que desperta a curiosidade e a participação de todos. Este ano o tema é "O Efeito Borboleta" e a "Teoria do Caos". Descobrem-se aspectos relevantes para a conservação do nosso Planeta.

Convido-vos a visitar http://www.conectandomundos.org/ e http://conectandomundospt.blogspot.com/. Vão ver que aparecem trabalhos e informações muito pertinentes.

Até breve.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A maior flor do Mundo

É Preciso Inovar
A Comissão Europeia propõe que 2009 seja o “Ano Europeu da Criatividade e Inovação”.
John MacDonald, porta-voz da Comissão Europeia, responsável pela Educação, Formação, Cultura e Juventude, considera ser de extrema importância a promoção da criatividade e inovação para o desenvolvimento de competências pessoais e sociais pela vida fora, para a globalização e para a própria economia, e encoraja os Estados-membros a trabalharem juntos neste projecto.
Perfilho e aplaudo esta proposta. Sim, creio que, muitas vezes, a solução para graves problemas reside numa combinação talentosa de criatividade e inovação. Mas eu penso que é preciso, sobretudo, inovar mentalidades, percepções, posturas, atitudes… É urgente criarmos novos hábitos, novas práticas de pôr em acção o que julgamos indispensável.
De facto, consideramos que é absolutamente imprescindível cuidar do nosso planeta (da nossa casa, afinal!) e que isso é responsabilidade de TODOS NÓS. Aprovado por unanimidade. Disto ninguém tem dúvidas! Mas, na verdade, esta convicção inabalável é desgastada pela correria do dia-a-dia e, quando damos conta, “TODOS” passam a ser OS OUTROS e tranquilizamo-nos, pensando: “Afinal, mais um, menos um, não faz diferença nenhuma!”, esquecendo uma regra elementar: o todo é a soma de todas as partes.
E quem fala do Planeta, fala de outros aspectos. Fala, por exemplo, da Economia, da Educação… Cada vez mais, no mundo actual, é preciso trabalhar em conjunto, em equipa, em parceria, e isso só funciona quando cada um de nós tomar a verdadeira consciência de que é parte integrante e fundamental de uma engrenagem, na qual desempenha um papel insubstituível, e que só funciona quando todos, isto é, cada um de nós não se demitir das suas funções. Quando cada um de nós estiver disposto e tiver a humildade (ou a inteligência) de aprender com os outros, por exemplo, com os seus pares, com as crianças…
Às vezes, cometemos o erro de pensar que precisamos de fazer coisas geniais, extraordinariamente abrangentes, para salvar o mundo e logo desanimamos ao pensar que isso está fora do nosso alcance (as inovações são para os génios!). Pois eu penso que não é esse o caminho certo. Creio que as grandes obras resultam do somatório articulado, persistente e sistemático de coisas simples, de pequenos gestos e atitudes do dia-a-dia, bem à nossa dimensão, à nossa pequenez, e resultantes da nossa convicção, empenho e criatividade, que cada um procura desenvolver ao máximo para criar um futuro mais risonho, não apenas o seu, mas o de uma sociedade na qual está inserido.
E, nesta linha de pensamento, surgiu na vitrina da minha memória um livro que já li há algum tempo, mas que fui buscar à estante para reler. Bom sinal, pois muitos livros se lêem, mas poucos se relêem, na minha opinião. Eu reli: A Maior Flor do Mundo, de José Saramago. E confesso que o achei ainda mais delicioso, desta vez. Talvez porque já conhecia a história e fiquei mais disponível e atenta a outros pormenores. Talvez porque tive hipótese de estabelecer novos diálogos com o texto, de preencher mais espaços em branco… Ou, talvez, porque, como diz André Maurois, “A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.” E a minha alma respondia a cada passagem, a cada palavra, a cada espaço em branco. Achei o livro fantástico!
Começa, assim, o autor: “As histórias para crianças devem ser escritas com palavras muito simples, porque as crianças, sendo pequenas, sabem poucas palavras e não gostam de usá-las complicadas. Quem me dera saber escrever essas histórias, mas nunca fui capaz de aprender e tenho pena. Além de ser preciso escolher as palavras, faz falta um certo jeito de contar…”. Pois eu acho que Saramago escolheu, com mestria, as palavras e deu provas de um jeito fascinante de contar essas histórias.
Fala de um menino que salta de “árvore em árvore como um pintassilgo” e se dedica “à vagarosa brincadeira que o tempo alto, longo e profundo da infância a todos nós permitiu…” E eu habitei, por momentos, a minha infância…
E, nesta inebriante felicidade e liberdade, o menino andou, andou, por caminhos sem fim, até que chegou ao cimo de uma imensa encosta, onde só havia uma flor. “Mas tão caída, tão murcha, que o menino se achegou de cansado.”
Bem, o que se passa daqui para a frente eu não vou contar, até porque perderia toda a beleza, só lendo… O autor passa da prosa à prosa poética, de novo volta à prosa, mas cada palavra, cada expressão desperta múltiplas sensações, emoções, e dá provas de uma singular arte de escrever. A história é muito curta, mas a lição é GRANDE.
E termina desta forma: “Quem sabe se um dia virei a ler outra vez esta história, escrita por ti que me lês, mas muito mais bonita?...”
Não resisto em citar o que está na contra-capa do livro e que achei provocatório (bem ao jeito de Saramago), mas fantástico: “E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”
Mas, afinal, o que tem a ver este livro com o assunto inicial? Por que razão apareceu ele no fio da meu pensamento?
Leiam-no e descobrirão facilmente porquê.

Lídia Valadares

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O nosso icebergue está a derreter

Como já devem ter percebido ao visitar o blogue Fascínio das Palavras e a Floresta das Leituras, leio vários livros em simultâneo. Uns por obrigação profissional, outros devido a orientações académicas, os que leio com as minhas filhas e ainda aqueles que leio por pura distracção lúdica. Ia dizer prazer, mas tive de me conter; quase todas as minhas leituras são por prazer, até mesmo as que são por deveres profissionais.

Estava eu a dizer; fui orientada para leitura de um livro que li MUITO rapidamente, O nosso Icebergue está a derreter: uma fábula.

E o que é uma fábula? Pois bem "é uma narrativa alegórica, em forma de prosa ou verso, cujos personagens são geralmente animais com características humanas, sustentam um diálogo, cujo desenlace reflecte uma lição de moral, característica essencial dessa. É uma narrativa inverossímil, com fundo didáctico. Quando os personagens são seres inanimados, objectos, a fábula recebe o nome de apólogo. A temática é variada e contempla tópicos como a vitória da fraqueza sobre a força, da bondade sobre a astúcia e a derrota de presunçosos."
Deixem-me dizer que esta "simples fábula" como lhe chama o autor, John Kotter, é uma pequena delícia; para quem se quiser limitar à história da colónia de pinguins... está óptimo, visto que está muito bem narrada, simples, com ilustrações deveras engraçadas. No entanto, quem quiser ir ao cerne da questão... entrar dentro da fábula; sobre as mudanças que acontecem nas nossas vidas , sobre o modo como interagimos em equipa. Existem sentimentos controversos, desde o medo, a arrogância, a simpatia, a coragem, a reflexão, as derrotas e as vitórias; como devemos lidar com isto tudo!!!!
Resumindo, aconselho, recomendo vivamente, faz-nos pensar na sociedade dos pinguins... desculpem... na sociedade dos seres humanos!
Curiosidade: Sabiam que o autor do prefácio é Spencer Johnson, o autor de Quem mexeu no meu queijo?
Nota: 10/10

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Seis ligações importantes, seis detalhes breves

O blogue Livros e Outras Coisas; Nlivros; Leituras da Maggie ofereceu-nos o prémio 66?.
Foi uma distinção muito amável e que muito nos honra.
Associadas ao prémio estão 6 regras:
1. Linkar a pessoa que o/a indicou.
2. Escrever as regras no blogue.
3. Contar 6 coisas aleatórias sobre si.
4. Indicar mais 6 pessoas e colocar os links respectivos no final do post.
5. Deixe a pessoa saber que a indicou, deixando um comentário para ela.
6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

Seis coisinhas sobre mim:
1. Adoro ler quase tudo.
2. Eça de Queiroz é o meu autor favorito.
3. Adoro ler com as minhas filhas.
4. Viajar é outra paixão.
5. Praias, montanhas, planícies, rios, florestas: tudo locais fascinantes.
6. Tenho amigas fantásticas: Lúcia, Rute, Lena, Kris, Gae, Christine, Isilda, Lídia, Ana Sofia, Vera, Susana, Marisa, Patrícia ...e tantas outras.

Seis blogues que indicamos, e que gostamos de acompanhar:
Livros e outras coisas
O Cantinho do Bookoholic
...Viajar pela Leitura...
Nlivros
Sombra de livros
Devaneios Dulcíssimos Amaríssimos

O CASTELO DOS LIVROS


Neste livro de Teresa Maia Gonzalez (crianças dos 7 aos 10 anos), abordam-se duas temáticas: o valor dos livros e da biblioteca e os maus tratos a uma criança, tão frequentes na nossa sociedade (a propósito da história do dragão).

Havia um castelo numa montanha azul, constituído por 4 torres, onde vivia um marquês (biblionário - aquele que era muito rico em livros) com os seus criados. Essas torres eram autênticas bibliotecas: a Torre dos Arrepios (para livros de romAnce de aventuras), a Torre das Asas (para livros de poesia), a Torre do Céu (para livros de religião) e a Torre Dourada (livros para crianças e jovens).
Já muito velhinho, o marquês decidiu convidar as pessoas da cidade para visitarem o seu castelo e poderem admirar a sua biblioteca. Ficou amargurado por ninguém apreciar tamanho tesouro. Eis senão quando, vê a Inês de 8 anos que lia um livro nas escadas, muito concentrada.

Assim tudo começou. Inês leu, leu, leu... pela vida fora até que um dia decide tornar-se contadora de histórias para crianças, principalmente para aquelas que tinham deixado de ler ou que nunca tinham ido à escola. Foi ela quem ficou com o castelo, após a morte do marquês, tornando-se uma sábia. Conheceu, entretanto, uma menina, a Teresa que, tal como ela, se apaixonou pela leitura e pela escrita. Até escreveu uma história sobre um dragão. Inês desconfiou do assunto e da forma como estava abordado e acabou por descobrir um problema pessoal da pobre Teresa.

Foi muito importante ter tido conhecimento da história e, após uma longa conversa com a sua amiga de leitura, o gravíssimo problema foi resolvido.

A amizade nascida da paixão pelos livros serviu para combater algo que molestava a Teresa e uma verdadeira amizade nasceu e consolidou-se. É assim que Teresa Gonzalez termina na p. 62: "Porque quem conta histórias, falando ou escrevendo, acaba por fazer amigos (se calhar, ainda não tinhas pensado nisto...)!

É uma mensagem que nos faz pensar e, sobretudo, nos mostra como através dos livros se descobrem grandes mistérios. E não é verdade? Nós, professores sabemos isso muito bem...

Agora deixem-me transcrever as passagens deliciosas deste livro para vos aguçar o apetite.

"Ao abrir a janela de um livro, entra às vezes uma corrente de ar mágica que nos dá o alento e a coragem necessários para pedir ajuda e seguir em frente, com confiança, rumo à Alegria para a qual Deus nos criou a todos" (2007, p. 4)

"Quem escreve um livro, constrói um castelo, e quem o lê passa a habitá-lo" (2007, p. 6)

"...uma biblioteca onde vivem muitos livros deve ser um lugar sempre bem organizado, assim como a nossa cabeça, onde vivem muitas ideias, deve estar organizada." (2007, p. 31)

"Convém lembrar que um sábio não é apenas alguém que sabe muitas coisas, mas também alguém que consegue realizar algo importante para si e para os outros, de modo a que a vida fique mais bonita de viver!" (2007, p. 34)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

As férias do menino Nicolau

Sinopse: "Quando chegam ao fim das aulas, todos os meninos só pensam numa coisa: férias. O Nicolau não é excepção, mas vamos ver que as suas férias não foram muito sossegadas. Antes de mais nada, temos de ler o livro. Assim, ficaremos a saber como foram cheias de aventuras as férias do menino Nicolau."
in contra-capa do livro.

A minha filha recebeu este livro como presente de Natal, e quantas recordações não passaram logo pela minha mente. Quando eu tinha cerca de 11 ou 12 anos, li este livro Les vacances du petit Nicolas; escusado será dizer que na altura tinha adorado: um menino de férias a fazer imensas traquinices; fantástico e hilariante.

Hoje, passados alguns anos, e depois de ter sido lido pela Carol, e como gostamos de ler em família, discutir e reflectir sobre o que lemos, decidi voltar a ler este livro, agora em português. Várias vezes fiz figura "triste" ao sorrir sozinha enquanto estava a ler: "Mãe estás a rir porquê?"...

A verdade é que também me apercebi de muitas mensagens implícitas que não tinha captado aos 12 anos. Como mãe e professora, fui levada ao mundo da reflexão sobre a família, sobre o que fazemos quando estamos juntos, o impacto de determinadas atitudes sobre as crianças, as verdades que esquecemos de dizer aos que amamos, por vergonha ou falta de tempo!

Curiosidades:
Sabiam que o autor deste livro é Sempé, "pai" do menino Nicolau e que ele era um aluno "mal comportado"... tal como refere outro autor muito conhecido, Daniel Pennac.
Sabiam que todo o livro é feito em parceria nas ilustrações, com Goscinnny que teve como "filho ilustre", o famoso Astérix.

Recomendo aos mais jovens pelo ritmo acelerado de peripécias e pelas ilustrações hilariantes, recomendo a todos os outros pelo divertimento como pelas lições.

Nota:8/10

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Livro com Cheiro a Morango

É uma obra lúdica com grande cariz pedagógica, são quinze pequenos contos; uma agradável companhia para crianças e adultos, seja numa tarde de chuva passada em casa, seja na hora em que as crianças vão para cama, este livro permitirá momentos inesquecíveis de leitura, aprendizagem e troca de experiências...

São histórias verdadeiramente deliciosas quer pelo que contam, quer pelo irresistível aroma de morango que as perfuma. Este livro, com cheiro a morango despertará o interesse dos mais pequenos e serve de moldura aromática à prosa incomparável de Alice Vieira, autora que dispensa apresentações e que, nestes contos didácticos, com a mestria que lhe é conhecida, vai conduzir as crianças no caminho da leitura, apresentando-lhes vocabulário, jogando com as palavras e brincando com a gramática e acentuação.
Fiz a leitura com a minha filha mais pequena: com jogos de entoação sonora, o sorriso era inevitável, o cheiro adorável e as ilustrações divertidas:)
Nota: 8/10

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Mais um lindo poema de Jacques Prévert


le tendre et dangereux
visage de l’amour
m’est apparu un soir
après un trop long jour
c’était peut-être un archer
avec son arc
ou bien un musicien
avec sa harpe
je ne sais plus
je ne sais rien
tout ce que je sais
c’est qu’il m’a blessée
peut-être avec une flèche
peut-être avec une chanson
tout ce que je sais
c’est qu’il m’a blessée
blessée au coeur
et pour toujours
brûlante trop brûlante
blessure de l’amour.


Jacques Prévert - Contributo generoso de Livros e Outras Coisas

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Pour toi mon Amour

Je suis allé au marché aux oiseaux
Et j'ai acheté des oiseaux
Pour toi mon amour
Je suis allé au marché aux fleurs
Et j'ai acheté des fleurs
Pour toi mon amour
Je suis allé au marché à la ferraille
Et j'ai acheté des chaînes
De lourdes chaînes
Pour toi mon amour
Et puis je suis allé au marché aux esclaves
Et je t'ai cherchée
Mais je ne t'ai pas trouvée mon amour.


Jacques Prévert

Prémio Arco-iris

Mais um prémio que recebemos da Flicka, Paula , Projecto/lê .
Este prémio coloriu o nosso coração e alargou o nosso sorriso.
O nosso obrigado em arco-iris e bolas de sabão.
As regras:

- Exibir a imagem;

- Linkar o Blog do qual recebeu o prêmio;

- Escolher 15 Blogs para entregar os prêmios e avisá-los.

E os escolhidos são:

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

António Mota

O Colégio da Imaculada Conceição irá receber o escritor / autor / professor António Mota, no dia 28 de Fevereiro de 2009, pelas 14h30m, no Salão do Colégio. Convida-se toda a comunidade educativa, familiares e amigos para assistir à sessão. Neste dia, far-se-á também a abertura da Feira do Livro com o apoio de Plano Nacional de Leitura.

"António Mota nasceu em Vilarelho, Ovil, concelho de Baião, em 16 de Julho de 1957. É professor do Ensino Básico. Publicou o seu primeiro livro, A Aldeia das Flores, em 1979. Com a obra O Rapaz de Louredo (1983) ganhou um prémio da Associação Portuguesa de Escritores.Em 1990, recebeu o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens pelo seu romance Pedro Alecrim. Em 1996, ganhou o Prémio António Botto com A Casa das Bengalas.Em 2003, a obra O Sonho de Mariana, ganhou o Prémio Nacional de Ilustração, com ilustrações de Danuta Wojciechowska. Esta obra foi escolhida pela Associação de Professores de Português e Associação de Profissionais de Educação de Infância para o projecto "O meu brinquedo é um livro". Em 2004, recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, na modalidade de livro ilustrado, pela obra Se eu fosse muito Magrinho com ilustrações de André Letria.

Desde 1980 tem sido solicitado a visitar escolas do Ensino Básico e Secundário, assim como bibliotecas públicas, em Portugal e outros países, fomentando deste modo o gosto pela leitura entre crianças e jovens.Colaborou com vários jornais e participou em diversas acções organizadas por Bibliotecas e Escolas Superiores de Educação.Os seus livros estão antologiados em volumes de ensino do Português e tem obras traduzidas em Espanha e Alemanha. Tem trinta e seis obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura.Em 2008 foi agraciado com a Ordem da Instrução Pública.Prémios e distinções:· 1983 - Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, com O Rapaz de Louredo.· 1990 - Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil com Pedro Alecrim.· 1996 - Prémio António Botto, com A Casa das Bengalas.· 2004 - Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil, modalidade ilustração, com Se eu fosse muito magrinho.· 2008 - Agraciado com o grau de oficial da Ordem da Instrução Pública.

OBRAS de LITERATURA INFANTO-JUVENIL:
A Aldeia das Flores /Andarilhos em Baião /A casa das bengalas /A Terra do anjo azul /A Viagem do Espanholito /Abada de Histórias/Andarilhos em Baião /As andanças do senhor Fortes /Lá de cima, cá de baixo /Cartas da Serra /Cortei as tranças /Filhos de Montepó /Jaleco /Fora de Serviço /Lá de Cima, Cá de Baixo /O Agosto que nunca esqueci /O Coelho Branco /O Galo da Velha Luciana /O Grilo Verde /O lambão, o teimoso e o senhor Veloso /O Livro das Letras /O Lobisomem/O Nabo Gigante /O pombo-correio /O Rapaz de Louredo /O Rebanho Perdeu as Asas /O Rei, o Sábio e os Ratos /O Sonho de Mariana /O Velho e os Pássaros /Onde Tudo Aconteceu /Os Heróis do6º F /Os Sonhadores /Pardinhas /Pedro Alecrim /Romeu e as rosas de gelo /Sal, Sapo, Sardinha /Se eu fosse muito alto /Se eu fosse muito pequenino /Se eu fosse muito magrinho /Se eu fosse muito forte /Se eu fosse mágico /Se tu visses o que eu vi /Segredos /Sonhos de Natal /Uma Tarde no Circo /Lamas de Olo-Avenida da Europa /A Aldeia do Bem-me-quer /Ninguém perguntou por mim.

OUTRAS:
O Príncipe com cabeça de cavalo /A Gaita Maravilhosa /A Galinha Medrosa /O sapateiro e os anões /Pedro Malasartes /A Princesa e a Serpente /Maria Pandorca /Os negócios do macaco /Trocas e baldrocas /O livro das Adivinhas 1 /O Livro das Adivinhas 2 /O Livro das Adivinhas 3 /O Livro dos Provérbios 1 /O Livro dos Provérbios 2 /O Livro dos Provérbios 3 /O Livro das Lengalengas 1 /O Livro das Lengalengas 2 /O Livro dos Trava-línguas 1 /O Livro dos Trava-línguas 2 /O Livro dos exageros /Fábulas de Esopo -Recontadas /Lamas de Olo-Avenida da Europa /Tenente Coronel José Agostinho.

PARA ADULTOS:
Outros Tempos/Em obras colectivas/ De que são Feitos os Sonhos /Contos da Cidade das Pontes /Conto Estrelas em Ti: Dezassete Poetas Escrevem para a Infância/Árvores Pombos Limões e Tropelias."