quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Tigre Branco

Sinopse: "O Tigre Branco arrebatou por unanimidade o Man Prémio Booker Prize de 2008, um dos mais prestigiados galardões literários a nível mundial. Ainda antes da sua nomeação para o prémio, era já apontado como um dos melhores romances do ano e Aravind Adiga como uma grande revelação e um extraordinário romancista. Romance de estreia, entrou de imediato nas preferências dos críticos, que o classificaram como "uma estreia brilhante e extraordinária". O livro revela uma Índia ainda muito pouco explorada pela ficção, a Índia negra, violenta e exuberante das desigualdades socioculturais. Toda a obra é uma longa carta dirigida ao primeiro-ministro chinês, escrita ao longo de sete noites. O autor da carta apresenta-se como o tigre branco do título, e auto-denomina-se um "empreendedor social". Descrevendo a sua notável ascensão de pobre aldeão a empresário e empreendedor social, o autor da carta, Balram, acaba por fazer uma denúncia mordaz das injustiças e peculiaridades da sociedade indiana. Fica assim feito o retrato de uma sociedade brutal, impiedosa, em que as injustiças se perpetuam geração após geração, como uma ladainha que se entoa incessantemente ao ritmo de uma roda de orações. São muito poucos os animais que conseguem abrir um buraco na vedação e escapar ao destino do cárcere eterno. O Tigre Branco é um deles."

Quando começo a ler um livro que ganhou algum prémio literário, normalmente inicio cheia de cepticismo. Nunca sei muito bem o que esperar… por vezes acontece serem livros que nada têm a ver com os meus gostos literárias e como tal, fico bastante desiludida.

O Tigre Branco foi surpreendentemente uma leitura agradável e enriquecedora.

O autor, Aravind Adiga, numa escrita simples e descritiva, sem ser maçadora, envolve o leitor em ironia, numa viagem até à Índia.

A personagem principal, através de umas cartas, descreve o seu caminhar, desde a sua tenra infância até à idade adulta, facultando-nos o seu olhar sobre um país, longe de ser exótico e idílico mas sim, selvagem, violento e duro.

Irónico que baste, a personagem principal consegue “evoluir na vida” à custa de muito sofrimento, falando-nos de corrupção e dos vícios existentes numa comunidade de castas, que é a Índia.

Um retrato invulgar e corajoso de uma “Índia” em constante busca do progresso: um país em evolução, cheio de conflitos internos.

6 comentários:

Paula disse...

É um livro fantástico, um relato de uma Índia que não conhecia!

Coninutação de boas leituras!
Abraços

Marta disse...

Olá

Hoje andei nas comprinhas e estive mesmo vai não vai... com este livrinho. E acabei por o devolver a parteleira. Mas da proxima vez já nao me escapa.

Obrigada pela sugestão e beijinho

Boas Leituras

Carla Martins disse...

Sou loooooooouca pra ler esse livro!

Beijos!

Angela disse...

Gostei da sugestão!

Lettore disse...

Boa leitura!!


Adoro este blog

PapelCordelCola

Beatriz disse...

Achei a descrição bastante interessante! E aproveito para dizer que criei um novo blog, o da Borboleta não existe mais. Enfim, nova fase, nova vida... novo blog. :) Lá, irei publicar os textos mais significativos do blog antigo, e outras coisas, claro. Pela consideração que tenho por si, não podia desaparecer sem dizer nada. :) eis o link do blog: http://sinfonia-das-letras.blogspot.com
um grande beijinho ***