quarta-feira, 6 de maio de 2009

Rude (A)gosto no olhar

Ando a dedicar-me à poesia... Tenho tido boas recomendações e por isso vou lendo devagar cada livro que me indicam, abraçando cada poema e digerindo suavemente as suas mensagens.
Este pequeno livro (fabuloso) foi-me oferecido por um amigo escritor e contém poemas deveras bonitos cheios de sentimentos e mensagens.
Deixo-vos apreciar, esperando despertar também em vocês o prazer de ler Poesia.
Cumplicidade
Entreter o tempo
é a minha distracção
enquanto espero por ti,
em qualquer espaço,
esperanço numa troca
de olhos cheios
de cumplicidade.
O teu corpo baloiçante,
a tua pele
provocaram-me
e sinto que, lentamente,
nos queremos.
___,,___
Minha terra
Minha terra
que encerras
tantas fontes!
Oh, Serra de Bornes,
qual Marão meditador,
quando te vejo
és meu canto embalador.
Rumo em direcção
ao nosso mundo.
Vejo a gente a labutar,
arados, enxadas, jeiras,
romarias, enrugados montes...

Oh, Trás-os-Montes,
terra rude e franca
que me encantas
e embebedas
e enrijeces com nevadas
minhas fontes!...

2 comentários:

Marta disse...

Olá Cristina

Realmente não tenho por habito ler poesia, mas ao ler este poema o bichinho cá dentro mexe um pouco.
Obrigada pela dica.

Boa leitura
Beijinhos

isilda disse...

Tudo isto me faz lembra Miguel Torga.
O poeta telúrico já vai tendo muitos adeptos. Muito bem.

Isilda