segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Hoje estou a ler... A Declaração dos Direitos Humanos
sábado, 18 de julho de 2009
No Coração das Emoções das Crianças
Sinopse: "Na sociedade actual, e mais ainda na de amanhã, o caminho do sucesso passa pela confiança e pela sua facilidade relacional. As aptidões para comunicar e a capacidade de dominar as emoções tornaram-se pelo menos tão importantes quanto as competências técnicas. Para se ter êxito, quer na vida pessoal quer na profissional, possuir a inteligência do coração é mais fundamental do que nunca. Alimentar o quociente de inteligência das nossas crianças é insuficiente. Nós devemos preocupar-nos com o seu quociente emocional. E não nos podemos esquecer de que muitas das dificuldades intelectuais e escolares são provocadas por bloqueios emocionais. Eis um livro muito concreto que, indo buscar os seus exemplos ao quotidiano, ajudá-lo-á a acompanhar o seu filho em direcção à autonomia, a reencontrar a sua própria infância e a caminhar para uma maior harmonia familiar."
ura fácil e rápida, visto ser ternamente envolvente, este livro que já existe traduzida na língua de Camões, na editora Pergaminho No Coração das Emoções das Crianças, é da autoria da psicoterapeuta Isabelle Filliozat.quarta-feira, 20 de maio de 2009
A Menina que sorria a dormir
Vou falar-vos de um livro que me deixou fascinada: A menina que sorria a dormir, de Isabel Zambujal.

Comecei por ficar curiosa com o título. Sorria a dormir?! Porquê? Usei um dos direitos do leitor, prescritos por Daniel Pennac no seu livro “Como um romance”, e comecei a “debicar” o livro aqui e ali, encontrando passagens que me agradaram imenso e me impeliram à sua leitura completa. Conta-nos a história de uma menina, a Glória, que vivia numa aldeia pequena e com poucos habitantes. Era uma menina igual a tantas outras, mas tinha uma dificuldade: não conseguia dormir sem ser embalada por histórias. Quando alguém parava de contar a história, fosse a que horas fosse, a menina abria imediatamente os olhos e dizia, sorridente: “- E depois, e depois?”. Ora, apesar de amor de mãe ser infinito, não há mãe que aguente noites inteiras e seguidas a contar histórias. Então, todos os habitantes da aldeia, num verdadeiro espírito solidário, cooperativo e comunitário, contribuíram para que a Glória tivesse um sono feliz e descansado, ou seja, seguindo uma escala elaborada pela professora daquele local, cada habitante, várias vezes por mês, passava a noite acordado a contar histórias à menina.
O pai, que vivia muito longe, também lhe contava histórias, através de cartas, que a faziam viajar por terras distantes. Era o único que lhe contava histórias de viagens. Cada habitante tinha experiências de vida e gostos de leitura diferentes, portanto cada um tinha o seu tipo de histórias preferidas. Uns contavam fábulas, alguns, adivinhas, outros, histórias de reis e de princesas ou histórias doces…
Só que esta situação estava a tornar-se insustentável para os habitantes da aldeia que, apesar de gostarem muito da menina, começavam a sentir o peso do cansaço acumulado de muitas noites em branco. Até que, um dia, Glória recebeu do pai um presente especial: uma caixinha e, no seu interior, uma menina que parecia uma princesa, deitada sobre um montinho de algodão branco e fofo como as nuvens. O bilhete que a acompanhava explicava que era uma “Fadinha de Olhos Fechados” e que a tinha descoberto num lugar onde as pessoas dormem a ouvir histórias, só que ninguém precisa de ficar acordado, pois todos os habitantes têm uma “Fadinha de Olhos Fechados a viver dentro da sua almofada. A Fadinha gosta de passar as noites a sussurrar histórias ao ouvido de quem dorme. A essas histórias chamam-lhes sonhos.” (p. 34).
O que aconteceu em seguida? Ah, isso eu não conto! Leiam o livro e deliciem-se.
Este livro fez-me lembrar um provérbio africano que diz o seguinte: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.” Quanta verdade e sabedoria ele encerra! Não tenhamos dúvidas de que é preciso uma “aldeia inteira”, ou seja, toda a Comunidade, para educar uma criança: Família, Escola, Sociedade, devem congregar esforços e articular estratégias, em prol da educação dos seus jovens. O resultado será compensador, altamente gratificante, como espelha esta história.
E, para finalizar, só queria expressar um desejo: Que nunca deixemos de ouvir o sussurrar da nossa “Fadinha de Olhos Fechados” e nunca percamos a capacidade de sonhar e, até, de envolver os outros nos nossos sonhos, pois se alguns são pessoais, muitos outros poderão ser colectivos e abranger a nossa “ALDEIA”.
É evidente que este livro, lido por uma criança ou um jovem, pode ter outras leituras, cada leitor faz a sua, pois “Se o texto é obra do autor, a leitura é uma actividade de reconstrução da significação por um leitor que lê o texto à luz do seu universo de referências” (Fernando Azevedo, Formar Leitores). Contudo, apesar de diferentes, as suas leituras não serão menos válidas, nem menos interessantes.
Lídia Valadares
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
As férias do menino Nicolau
A minha filha recebeu este livro como presente de Natal, e quantas recordações não passaram logo pela minha mente. Quando eu tinha cerca de 11 ou 12 anos, li este livro Les vacances du petit Nicolas; escusado será dizer que na altura tinha adorado: um menino de
férias a fazer imensas traquinices; fantástico e hilariante.Nota:8/10
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Maria, a maior educadora da História
esiste facilmente, mas o que estimula sempre a começar de novo."Uma visão da psicologia, psiquiatria e pedagogia sobre a mulher mais famosa e desconhecida da História."
Nota: 9/10
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Semear para Colher!
ma de tudo, sabedoria e conhecimento no terreno de tudo o que se relaciona com escola, alunos, educação - o artigo do Senhor Professor José Esteves Rei, da UTAD (p. 19).domingo, 25 de janeiro de 2009
O VALOR ACTUAL DA NOSSA LÍNGUA
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Conviver com os adolescentes
Recebi este livro como presente de natal, um presentinho de uma colega, digo Amiga. Li o título “Conviver com os adolescentes”, folheei-o e percebi que se tratava de um minilivro de auto-ajuda para pais, professores e educadores, motivo pelo qual quis partilhá-lo com outros leitores. Citando Jim Auer:
“Quando o teu filho se aproximar dos treze anos, vais notar que a criança que criaste ou educaste é agora um estranho -um adolescente. Este pequeno manual ensinar-te-á a arte e as estratégias que precisas para ultrapassar esta fase – assim como sugestões para melhorar a tua relação com o teu filho adolescente. Poderás sobreviver e até gostar desta fase. Deixa que os duendes deste livro te mostrem como!”
A todos os pais, futuros pais de adolescentes ou professores deixo-vos um conselho que me tocou especialmente:
“Tu tens o direito de querer que o teu filho” ou aluno “se torne um jovem bom e honrado… Contudo, não é realista esperares que ele se torne uma cópia tua…” ou de outra pessoa.
Cada ser é único e não deve ser comparado mas sim compreendido, aceite e ensinado a caminhar, da melhor forma, na longa estrada da vida. Nota: 7/10
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Écrire
"J'ai toujours fui l'écriture dans le dessin"quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Chagrin d'école - Daniel Pennac
Ainda não está traduzido em português, mas podíamos traduzi-lo por “Insucesso na escola”. Foi uma obra que descobri por acaso, numa citação, e que logo me impeliu para a pesquisa. Como professora, educadora e formadora não o poderia perder. Enfim, depois de muito “bater à porta” de tantas editoras, uma possuía mesmo o original, em língua francesa.
Li, reflecti e fiz a ponte com a nossa realidade. Nada mais parecida. Afinal o que afecta a educação em França é, certamente, o que temos no nosso país. Daniel
Pennac dá-nos a verdade nua e crua da realidade escolar e o porquê do insucesso. Ele, o grande pedagogo, pensador, sociólogo e homem de literatura. Com o seu exemplo (ele era um mau aluno, mas daqueles que todos nós conhecemos, um agitador, um desinteressado, um preguiçoso, “un cancre” como se diz em francês, para designar de forma grosseira aquilo que vulgarmente se diz “burro”), qualquer um que leia o livro chega à conclusão que não há alunos bons nem maus. Há alunos que se encontram perdidos, sem saberem o seu rumo. É necessário que alguém lhes indique o caminho.Fala-nos dos problemas sociais da actualidade, indicando algumas chaves pedagógicas para pais e professores. Tudo o que ele é o deve a três professores – os seus salvadores. O primeiro de todos, um professor de Língua Materna (para ele o francês), teve a feliz ideia de acabar com as suas desculpas e dissertações para se desculpar da falta de estudo e dos deveres de aluno, pedindo-lhe que escrevesse um romance. Foi este o clic que o chamou à realidade, introduzindo-o no mundo da literatura. Nunca mais deixou o dicionário, os bons escritores e a leitura. É um auto-retrato, cheio de humor e de factos reais, mas saborosos. Fascina-nos com o seu talento e a sua capacidade de contador de histórias.
Só para professores? Não. Essencialmente para pais, tal como ele teve o grande apoio familiar, apesar de todos os insucessos escolares que ia revelando. O suporte familiar nunca falhou. Depois, bastou o feeling de alguns professores para o fazerem despertar. Palmas para Daniel Pennac e para todos os professores que, tal como aqueles que descobriram este prodígio, tanto fazem pelo ensino e pela educação.
A propósito, também descobri um poema de Jacques Prévert que nos fala dos chamados alunos a quem apelidam de “cancres” e que não queria deixar de vos dar a conhecer, pois está na linha do discurso da obra aqui referenciada. É ao mesmo tempo real e cruel.
Vão as duas versões, sendo a portuguesa traduzida e adaptada por mim, para que todos compreendam.
Il dit non avec la tête
Il dit oui avec le coeur
Mais il dit oui à ce qu’il aime
Il dit non au professeur.
Il est debout
On le questionne
Et tous les problèmes sont posés.
Soudain le fou rire le prend
Et il efface tous les chiffres et les mots,
Les dates et les noms,
Les phrases et les pièges.
Et malgré les menaces du maître,
Sous les huees des enfants prodiges
Avec des craies de toutes les couleurs
Sur le tableau noir du malheur
Il dessine le visage du bonheur.
“O mau aluno”
Ele diz não com a cabeça
Ele diz sim com o coração
Mas diz sim àquilo de que gosta
Ele diz não ao professor.
Ele está de pé
Alguém o questiona
E todos os problemas se colocam.
De repente, desata a rir-se
E apaga todos os números e palavras,
As datas e os nomes,
As frases e as ciladas.
E apesar das ameaças do mestre,
Sob os apupos dos meninos-prodígio,
Ele desenha o rosto da felicidade
Com o giz de várias cores
No quadro negro da infelicidade.
Isilda Lourenço Afonso
Nota: 10/10

